Justiça manda fechar camarote em Salvador investigado por suspeita de lavagem de dinheiro
A poucas horas da abertura do Carnaval 2026, um camarote instalado no circuito Barra-Ondina foi fechado por determinação judicial após ação da Polícia Civil da Bahia, realizada na tarde desta quarta-feira (11). O espaço é vinculado a um influenciador digital.
Durante a operação, equipes estiveram no local para cumprir a decisão, realizar inspeção e impedir o funcionamento da estrutura. Vídeos que circulam mostram o momento em que a área é isolada e sinalizada, oficializando a interdição.
A medida foi adotada no âmbito de uma investigação que apura a utilização do camarote como possível instrumento para movimentação e ocultação de valores oriundos de rifas ilegais promovidas na internet. Com os elementos reunidos no inquérito, a Justiça autorizou a suspensão imediata das atividades.
A ação integra a terceira fase da Operação Falsas Promessas, que mira um grupo suspeito de estruturar um esquema de lavagem de dinheiro. Segundo a corporação, cerca de R$ 230 milhões foram bloqueados judicialmente ao longo da investigação. Também foi apreendida uma aeronave particular avaliada em mais de R$ 10 milhões, apontada como patrimônio adquirido com recursos ilícitos.
De acordo com o Departamento de Repressão e Combate ao Crime Organizado e à Lavagem de Dinheiro (Draco), o grupo utilizava empresas registradas em nome de terceiros e mecanismos financeiros para dar aparência legal a movimentações consideradas incompatíveis com as atividades declaradas. As apurações seguem em andamento.



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