Baianos e turistas celebram nesta quinta-feira (8) o Dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia em Salvador

Baianos e turistas participam, nesta quinta-feira (8), das celebrações em homenagem a Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da Bahia. A festa, uma das mais tradicionais do calendário religioso do estado, segue mantendo viva uma devoção de mais de 400 anos, reunindo fé, cultura e forte expressão popular.

As homenagens acontecem na Basílica Santuário Nossa Senhora da Conceição da Praia, no bairro do Comércio, em Salvador. O ponto alto da programação ocorre às 8h, com a missa solene presidida pelo arcebispo de Salvador e Primaz do Brasil, Dom Murilo Krieger, seguida de procissão pelas ruas do Comércio.

Antes da celebração principal, já foram realizadas missas às 5h e 6h. Ao longo do dia, os fiéis ainda participam de outras celebrações às 11h30, 12h30, 14h30, 15h30 – esta dedicada aos idosos e enfermos – e às 18h, quando ocorre a tradicional Missa da Amizade.

Além da Basílica, paróquias que levam o nome da santa também promovem homenagens nos bairros de Itapuã, Lapinha, Periperi, Valéria e Tororó, assim como nos municípios de Governador Mangabeira e Sapeaçu. Este ano, a festa marca ainda os 45 anos da Proclamação de Nossa Senhora da Conceição da Praia como padroeira da Bahia.

Sincretismo e expressões da fé baiana

Como em outras celebrações religiosas do estado, o sincretismo está presente. Enquanto católicos reverenciam a Imaculada Conceição, adeptos das religiões de matriz africana vestem amarelo em homenagem a Oxum, orixá da beleza, do amor e das águas doces, com quem a santa é sincretizada.

Após a parte litúrgica, o clima festivo continua nas imediações do Mercado Modelo, onde barracas de comida típica, bebidas e música compõem a parte profana da celebração, atraindo público de todas as idades.

Um marco histórico da capital baiana

A devoção à Conceição da Praia remonta à própria fundação de Salvador. A imagem da santa teria sido trazida por Tomé de Sousa, primeiro governador-geral do Brasil, que mandou construir a primeira igreja em sua honra. A atual basílica, cujas pedras vieram de Portugal, foi elevada a templo basilical em 1946 e tombada pelo Iphan em 1938. Em 2010, tornou-se Santuário Mariano Arquidiocesano.

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