Caminhada pela Paz reúne terreiros e defensores da liberdade religiosa em Salvador

Foto por Fafá Araújo

Foto Fafá Araujo

A 21ª Caminhada pela Paz, pela Vida e contra o Racismo Religioso tomou as ruas do Engenho Velho da Federação, em Salvador, neste sábado (15). A concentração começou no fim de linha do bairro, reunindo líderes religiosos, comunidades de terreiros, moradores e apoiadores da luta contra a intolerância religiosa.

O cortejo seguiu até a Praça Mãe Runhó, passando por áreas que abrigam alguns dos mais importantes terreiros do país, como a Casa Branca, o Gantois, o Terreiro de Oxumaré e o Bogum. A edição deste ano destacou Exú como centro da homenagem, reforçando seu papel dentro das religiões de matriz africana e enfrentando a desinformação que alimenta preconceitos.

Criada em 2003 como resposta a episódios de violência e perseguição, a caminhada consolidou-se como uma das maiores manifestações públicas em defesa da liberdade de culto na Bahia. Ao longo de mais de duas décadas, tornou-se símbolo de resistência das comunidades de axé, reunindo não apenas praticantes do Candomblé e da Umbanda, mas também representantes de outras religiões, entidades de direitos humanos e pesquisadores.

Com cânticos, atabaques e expressões culturais que marcam a ancestralidade africana, o evento voltou a reafirmar a importância do respeito às diferenças e da convivência plural. A edição de 2025, realizada hoje, reforçou o compromisso coletivo com a paz, a proteção dos terreiros e o combate ao racismo religioso.

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